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Coleção António Cachola apresentada pela primeira vez no Algarve

A Coleção António Cachola vai ser apresentada pela primeira vez no Algarve, numa exposição que reúne obras de alguns dos mais destacados nomes da arte contemporânea portuguesa. Intitulada “Em cofre não se guarda coisa alguma”, a mostra inaugura a 14 de novembro de 2026, às 16h00, no Museu Municipal de Faro, onde ficará patente até 4 de abril de 2027.

Adriana Molder, Alexandre Farto aka Vhils, Fernanda Fragateiro, Joana Vasconcelos, José Pedro Croft, Jorge Molder, Julião Sarmento e Rui Chafes são alguns dos 37 artistas representados nesta exposição, composta por uma seleção de 90 obras realizadas entre 1994 e 2021.

Organizada pelo Museu Municipal de Faro, a iniciativa resulta de uma parceria com o Museu de Arte Contemporânea de Elvas, instituição que, desde 2007, acolhe, estuda e divulga a coleção reunida por António Cachola.

O título da exposição remete para a forma como o colecionador entende o ato de colecionar: não como um exercício de acumulação, mas como uma prática de partilha e de contacto com o público. A designação inspira-se nas palavras do poeta brasileiro António Cícero: “Em cofre não se guarda coisa alguma, em cofre perde-se a coisa amada”.

Iniciada na década de 1990, a Coleção António Cachola integra atualmente mais de mil obras de pintura, desenho, escultura, instalação, fotografia e vídeo. O acervo documenta a produção artística realizada em Portugal desde a década de 1980 até à atualidade e mantém-se em permanente crescimento, através de aquisições regulares.

A exposição em Faro dá continuidade à política de descentralização e acessibilidade cultural que tem marcado o percurso público da coleção desde 1999, ano em que foi apresentada no Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, em Badajoz. A circulação das obras por diferentes territórios constitui uma das prioridades de António Cachola, para quem a divulgação e a partilha são dimensões essenciais do colecionismo.

A seleção apresentada no Museu Municipal de Faro propõe uma reflexão sobre a sociedade contemporânea e o tempo presente, abordando temas relacionados com as experiências e vivências quotidianas. A mostra procura, simultaneamente, promover uma maior aproximação do público à arte contemporânea portuguesa.

Não podemos deixar de salientar que a autarquia tem assumido um papel determinante na divulgação e valorização da arte contemporânea, promovendo uma programação cultural diversificada e trazendo à cidade exposições de reconhecido interesse artístico. A apresentação da Coleção António Cachola reforça esta aposta municipal na descentralização da oferta cultural, no acesso dos públicos à criação artística contemporânea e na afirmação de Faro como cidade de cultura.

Natural de Elvas, António Cachola nasceu em 1954 e é gestor de empresas e um dos mais prestigiados colecionadores portugueses de arte contemporânea. Em 2013, foi distinguido com o grau de comendador da Ordem do Mérito e, em 2025, recebeu o título de doutor honoris causa pelo Instituto Politécnico de Portalegre.

 

Créditos da imagem: CM Faro

 

Ademar Dias

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