Município de Faro e o Conselho de Administração da FAGAR em reunião
O Município de Faro e o Conselho de Administração da FAGAR - Gestão de Águas e Resíduos, realizaram, na passada segunda-feira, uma reunião informal do Conselho Geral da FAGAR, a primeira de vários momentos de esclarecimento sobre a situação financeira da empresa municipal.
Para a reunião foram convidados os líderes das bancadas da Assembleia Municipal, o Presidente da Assembleia Municipal e os presidentes das juntas de freguesia do concelho, numa demonstração clara de abertura, responsabilidade e compromisso com a transparência.
Foram apresentados os números que, pela primeira vez em muitos anos, levarão a FAGAR a encerrar o exercício de 2025 com um prejuízo - previsto - superior a 1 milhão de euros, após ter registado, em 2024, um resultado positivo na ordem dos 400 mil euros.
António Pina sublinhou que resultados desta natureza não são sustentáveis e colocam em risco o futuro da empresa. No entanto, esclareceu igualmente que parte significativa da situação atual decorre da não cobrança, ao longo do tempo, de serviços efetivamente prestados ao Município, nomeadamente nas áreas da limpeza urbana, desratização/desbaratização e desmatação. Nos termos regulamentares, todos os serviços prestados devem, naturalmente, ser pagos, sendo, nas palavras do Presidente, “inconcebível e lamentável que tal não tenha sucedido”.
Caso esses serviços tivessem sido devidamente faturados, seria possível evitar a sobrecarga de taxas imputadas aos cidadãos e garantir maior capacidade de investimento, designadamente na reabilitação das redes de esgotos e condutas do concelho.
António Pina fez questão de esclarecer que a insuficiência de meios ou constrangimentos sentidos pela população não são responsabilidade dos trabalhadores da FAGAR, que diariamente asseguram serviços essenciais sob forte escrutínio público, mas resultam de opções de gestão que exigem agora outra postura, maior correção e indissociável rigor.
Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração da FAGAR, Pedro Coelho, que apresentou detalhadamente as contas, reforçou a necessidade de não repetir este padrão, defendendo a cobrança efetiva dos serviços prestados ao Município como condição essencial para recuperar a sustentabilidade financeira da empresa e permitir, tão breve quanto possível, aliviar a carga sobre os munícipes.
O Presidente da Câmara reafirmou que este será um processo conduzido com clareza, responsabilidade e total transparência, garantindo que todas as decisões futuras serão orientadas pela sustentabilidade da empresa e pela defesa do interesse público.
Créditos da imagem: CM Faro
Ademar Dias






